American Horror Story: o que passou e o que está por vir

American Horror Story: o que passou e o que está por vir

American Horror Story estreou com grande sucesso em 2011. A série possui uma temática geral (histórias de terror) e mesmo elenco central, mas tem cenários e enredos completamente diferentes a cada temporada.

A primeira temporada, Murder House, nos apresentou a um elenco genial vivendo personagens complexos e bem elaborados. Em Asylum, tivemos o prazer de rever alguns dos grandes atores de quem ficamos fãs em papéis fortes, tendo como cenário um asilo para doentes mentais em que os diretores são mais alterados do que os pacientes. A temporada mais recente, Coven, mostrou como as bruxas vivem em nossa sociedade. A próxima temporada estréia nesta Quarta-Feira, dia 8, nos EUA com o tema Freakshow

1ª Temporada: Murder House

Uma família em crise se muda para uma mansão em Los Angeles. A casa é uma barganha porque foi o cenário de um assassinato seguido de suicídio, porém a informação não assusta os Hamilton, que se instalam no que parece o cenário ideal para o recomeço de que eles tanto necessitam. Aos poucos, porém, eles descobrem que a casa abriga uma série de mistérios e possui mais habitantes do que eles imaginam.

O aspecto mais interessante dessa primeira temporada – que segue como importante elemento da série nas temporadas seguintes – é o aspecto humano dado ao sobrenatural. Fantasmas e demônios à parte, os problemas são em grande parte causados por transtornos, angústias e limitações humanas. Todos os personagens são densos e complexos, e apesar dos momentos de terror, são seus dramas pessoais que fisgam o espectador. Destaque para Jessica Lange, que se tornou o ícone de American Horror Story, e Frances Conroy.

2ª Temporada: Asylum

Em Asylum, Jessica Lange é irmã Jude, uma ex-cantora de bar que se torna freira após causar um trágico acidente. Irmã Jude tem como sonho transformar o sanatório Briarcliff em uma instituição de ponta no tratamento de doenças mentais. Seus reais motivos, contudo, são movidos por egoísmo e vaidade. Ela não entende nada de tratamento psiquiátrico, recorrendo mais a castigos físicos do que a qualquer tipo de terapia meramente eficiente em seus pacientes. Quando a jornalista Lana Winters (Sarah Paulson) testemunha as condições desumanas do sanatório e ameaça denunciar a instituição e seus diretores, irmã Jude a prende em Briarcliff.

A visão de um sanatório como um lugar sombrio onde a crueldade para com os pacientes é rotina acaba sendo um pouco clichê. Mas American Horror Story não para nos clichês do preconceito contra doentes mentais, os produtores acharam interessante adicionar demônios, nazistas e até mesmo aliens ao enredo para sacudir um pouco as coisas, o que por vezes passa a sensação de que há coisa demais aonde não cabe. O terror se torna mais físico nessa temporada, e como conseqüência de tudo isso os primeiros seis ou sete episódios são especialmente perturbadores.

American-Horror-Story

Mais uma vez, o elenco se supera. Destaque para Lily Rabe como irmã Mary Eunice, e para Zachary Quinto como Dr. Oliver Thredson.

3ª Temporada: Coven

Em Coven o cenário é uma irmandade de bruxas disfarçada de internato para garotas em New Orleans. As descendentes de Salem, como elas se identificam, estão à beira da extinção. A irmandade está enfraquecida e abandonada, atacada por todos os lados, por caçadores de bruxas, pelas Voodoos (grupo de bruxas rivais), e até mesmo por membros da própria irmandade.

Apesar da aclamação da crítica americana, muitos fãs reclamaram da temporada, considerando-a fraca em comparação a suas predecessoras, e não é difícil entender os motivos. Nenhum personagem parece ter seu potencial totalmente desenvolvido, os assuntos, em especial o racismo, personificado na relação entre Madame LaLaurie (Kathy Bates) e Queenie (Gaubourey Sidibe), não são levados a fundo. Um dos poderes das bruxas é o de reviver os mortos, o que acaba criando um jogo de vivo e morto por vezes cansativo. Os efeitos especiais também ficaram ruins e preguiçosos.

Coven é uma temporada divertida – por vezes mais cômica do que assustadora – e o elenco, como sempre, faz tudo valer a pena. Os problemas de roteiro e produção, contudo, deixam dúvidas quanto a qualidade  da próxima temporada. Considerando que o produtor Ryan Murphy diz já estar preparando a temporada de número cinco, fica óbvio que a confiança dele não se abala por qualquer reclamação dos fãs. Também, com mais de vinte nomeações ao Emmy para dar um apoio moral a confiança de qualquer um fica nas alturas.

4ª Temporada: Freak Show

A quarta temporada estréia em 8 de Outubro nos Estados Unidos, e terá Jessica Lange como uma alemã que coordena um dos últimos shows de horrores do mundo, e Sarah Paulson como gêmeas siamesas. Evan Peters, Kathy Bates, Emma Roberts e Angela Basset também retornarão à série.

Para Freak Show nos resta esperar que os problemas de Coven sejam corrigidos, e que a série continue a nos fornecer mais do que arrepios, mas também as histórias humanas que a fizeram tão cativantes desde a primeira temporada.

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