The Lego Movie

Finalmente consegui assistir a The Lego Movie, que chegou ao Brasil como Uma Aventura Lego. Após conquistar diversas criticas positivas e a marca de 96% de aprovação entre os críticos do Rotten Tomatoes, não há como negar que minha curiosidade e expectativas estavam grandes. Eu recentemente tenho descoberto, contudo, que meu tomatômetro nem sempre bate com o do site. Achei o filme divertido, ri, mas não sei se consigo considerá-lo bom, ou apenas um acumulado de bobagens surreais com algumas boas piadas. Um South Park aguado para todas as idades.
O herói do filme é Emmet, um operário de construção cujo sonho é se enturmar e ter muitos amigos, mas apesar de seguir à risca todos os guias de comportamento disponíveis, ele continua solitário. Quando Emmet fica para trás após um longo dia de trabalho, ele conhece Megaestilo, uma garota despojada que vive fora das regras e convenções da sociedade Lego.  Megaestilo busca a peça da resistência, que acaba sendo encontrada por Emmet. Assim, ele se torna O Especial, aquele destinado a salvar o mundo dos planos malignos do Presidente Negócios. 
Presidente Negócios quer que os múltiplos mundos aos quais controla sejam organizados e estáticos. Os legos do velho oeste não podem se misturar com os legos da cidade, ou com os legos do mar de piratas, e por aí em diante. Para ele, tudo o que é montado de acordo com a criatividade, e não de acordo com o manual, está errado. Emmet deve se unir aos Mestres Construtores para evitar que os mundos sejam congelados pelo maligno presidente.

Lego reflete nas telas o que o brinquedo é na realidade: uma explosão de cores primárias e vários bonequinhos de rosto amarelo e olhar simpático (a maioria). É inegável a diversão de ver todos aqueles queridos elementos de lego ganhando vida: as peças que representam fogo, a água, entre outros. 
A lição do filme, ou a “moral da história”, é muito bonitinha e excelente para o público infantil. Para os adultos, a diversão fica por conta do “bipolar” Guarda Mau (Good Cop/ Bad Cop), cuja cabeça gira e incorpora as duas faces da clássica dupla dos seriados e filmes policiais americanos. A vida de Emmet no início do filme também pode servir de tapa na cara de muita gente, já que a maior crítica que o filme faz é à conformidade e à padronização dos indivíduos.

Gostando ou não, rindo com o filme ou não, é inegável que após assisti-lo a vontade de voltar a brincar com os tijolinhos coloridos e com os bonequinhos de rosto amarelo fica quase irresistível. 

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