Sete dias com Marilyn.

Um dos maiores ícones do cinema mundial, Marilyn Monroe teve uma vida conturbada, digna de roteiro de cinema. Nascida Norma Jeane Mortensen, ela nunca conheceu seu pai biológico e teve de passar boa parte da infância vivendo em casas de parentes ou orfanatos devido aos problemas psicológicos de sua mãe. Descoberta por acaso por um fotógrafo,iniciou sua carreira de modelo e logo se tornou atriz. Após firmar-se como símbolo sexual, ela desejava explorar ao máximo seus talentos artísticos e consagrar-se como uma grande atriz. E é essa fase da vida de miss Monroe que vemos retratada em Sete dias com Marilyn, que estréia hoje no Brasil.


Narrado por Colin Clark (Eddie Redmayne), um empolgado iniciante na indústria cinematográfica, o filme não se propõe a ser uma cinebiografia completa, mas a contar um período específico da vida de seus personagens, o que é uma proposta bastante interessante.

Marilyn (Michelle Williams) chega a Londres para gravar The Prince and the Showgirl, e instantaneamente fascina a todos ao seu redor. A mulher mais famosa e desejada do mundo não pode por os pés para fora de casa sem ser imediatamente reconhecida e assediada. Em público, ela é a atriz bonita, irreverente e charmosa. Em sua intimidade, porém, é uma garota frágil e insegura, que sente falta de atenção, amor e carinho.

Michelle Williams como Marilyn: uma escolha bem-sucedida.

Fascinado por ela como qualquer simples mortal, Colin aproxima-se da musa, que passa a confiar nele e a desejar sua companhia. A verdadeira Marilyn Monroe se revela ao rapaz como uma espécie de donzela em perigo, deixando-o apaixonado. Marilyn é uma garota cheia de nuances, que Michelle Williams interpreta brilhantemente. Os problemas psicológicos da protagonista muitas vezes se confundem com os simples escândalos de uma garota mimada pela fama, mas Williams tem o mérito de não se perder em meio a essas contradições. Por seu trabalho, conquistou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar.

Durante as gravações de The Prince and the Showgirl, Marilyn já estava em um estágio bastante avançado da dependência química e depressão que levariam a sua morte precoce em 1962. A versão oficial é a de overdose, mas alguns especulam que teria sido suicídio, outros, assassinato pela máfia. Teorias da conspiração à parte, vê-la de volta à vida pela arte de Michelle Williams é encantador e tocante, ainda que o filme como um todo não seja nada de extraordinário.


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