Mais do mesmo. De novo.

Seguindo as tendências da Summer Season americana, estreou ontem o blockbuster Capitão América, nos cinemas de todo o país.

Essa onda de filmes de Super Heróis que começou com Spider Man em 2002, e seguiu com Batman Begins (2005) e Superman Returns (2006), já está começando a saturar. Os filmes são basicamente sempre os mesmos: um bom garoto descobre que tem (ou ganha) super-poderes e decide usá-los na luta contra o mal, vivendo seus dilemas pessoas no processo. Exceto, talvez, no caso do Batman e do Homem de Ferro, que não possuem super-poderes e não são totalmente bons meninos. Enfim, esses filmes têm toda a qualidade técnica de uma típica superprodução hollywoodiana, com efeitos especiais incríveis e lutas até a morte entre o bem e o mal, sempre com muitas explosões. Há também um romance complicado, ou impossível, que faz o herói sacrificar-se pela amada. Capitão América não foge à regra, e ainda vem com o adicional nacionalista estampado no nome e no uniforme.

Até mesmo quem não sabe nada sobre o Capitão – exatamente o meu caso – sabe pelo menos que foi um personagem criado durante a Segunda Guerra para exaltar a luta dos americanos contra o nazismo e para incentivar o patriotismo. Pela história original, logo após a guerra, o grande herói da nação é congelado, preservando-se para eventuais necessidades futuras. O filme volta à década de 1940 para mostrar como o franzino Steve Rogers (Chris Evans) tornou-se o musculoso e habilidoso Capitão América graças a uma experiência científica bem sucedida.

Capitão América, apenas mais um super-herói americano.

Após servir como garoto-propaganda do exército americano, Rogers finalmente consegue realizar seu sonho de lutar na linha de frente. Seu inimigo é Johann Schmidt (Hugo Weaving), o líder da Hidra, divisão nazista de ciência. A ambição de Schmidt por artefatos míticos remete o público imediatamente à série do arqueólogo Indiana Jones, cujos inimigos nazistas também buscavam poderes ocultos da antiguidade. Schmidt, transformado por uma experiência mal sucedida, torna-se o Caveira Vermelha, que como super-vilão sinceramente não assusta muito. Por mais que Hugo Weaving seja um ator habilidoso, é muito difícil não esperar que ele solte um “hello, mister Anderson” a qualquer momento. Infelizmente, o melhor papel que Weaving já fez foi sob uma máscara (V for Vendetta).

Peggy Carter (Hayley Atwell), par romântico de Rogers, personifica a mocinha durona e boa de briga, mas que não deixa o charme feminino de lado, que virou padrão no cinema atual. Percebe-se que ela simpatiza com o garoto frágil que quer ser um soldado, mas é quando ele se torna alto e musculoso que a tensão sexual entre os dois surge. Enquanto isso, Howard Stark (Dominic Cooper), pai de Tony Stark (aquele mesmo do Homem de Ferro), tem uma participação interessante como o gênio playboy parecidíssimo com o filho, mas com limitações tecnológicas muito maiores.

Capitão América é um filme visualmente bonito, com um roteirinho básico de bem versus mal, romance e algumas piadas. No fim, é apenas mais do mesmo. Serve como preparação para Os vingadores, a ser lançado em 2012, que vai unir Thor, Homem de Ferro, Viúva Negra, entre outros, ao Capitão. Ou seja, em 2012 tem mais filme de super-herói pela frente. Já dá pra ir imaginando o roteiro, não?

P.S.: Assim como em Homem de Ferro 2, em Capitão América também há uma cena pós-créditos, mas diferente do primeiro, no caso do segundo vale muito mais a pena esperar as letrinhas passarem para assistir.

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One thought on “Mais do mesmo. De novo.

  1. Oie Rê.
    Ontem fui assistir Capitão América no Pier 21, sala XD. Vc já foi lá. Adorei a sala. A tela é maior e o efeito 3D é melhor. Gostei do filme, porque sou fã dos super. Só não gostei da série do Homem-Aranha porque o Peter sofre muito.
    Que venha o Lanterna Verde :))))) Ueba

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