Enrolados

Fazia tempo que eu não ia ao cinema para assistir a uma animação, e depois de toda a tensão de Black Swan, eu bem que precisava de um filme bem oowwn. Enrolados foi exatamente o que eu estava procurando: o filme é engraçado, colorido e fofíssimo.

Renovar contos de fadas para o cinema já tinha dado mais do que certo com a Dream Works e seu Shrek, que rendeu um total de quatro filmes que viraram de cabeça pra baixo o universo dos clássicos infantis. A Pixar aparentemente resolveu entrar nessa onda, mas de forma um pouco mais moderada, com Enrolados.

O filme faz uma releitura de Rapuzel, clássico dos irmãos Grimm. É claro que esses contos já foram muito modificados com o passar do tempo, mas dessa vez a Pixar trouxe uma visão bastante diferente do que estamos acostumados a ouvir sobre Rapunzel. A moça é a filha de uma rainha que, doente durante a gravidez, bebeu o chá de uma flor mágica, o que a curou. Devido ao poder da bebida ingerida pela mãe, a menina nasceu com cabelos dourados e mágicos. Uma velha bruxa, ansiosa para usar o poder de cura do cabelo para manter-se sempre jovem, rouba a menina e a esconde em uma torre. Até aqui, é tudo muito parecido com a história original – menos a parte do cabelo mágico e de Rapunzel ser uma princesa. As semelhanças, porém, param por aí. O príncipe apaixonado dessa vez é um ladrão, que, após ser perseguido por um cavalo com um grande senso de dever e um estranho complexo de cachorro, acaba encontrando Rapunzel em sua torre.



Rapunzel: uma garota superprotegida tentando bancar a valentona e encarar o mundo.

Como você já deve estar imaginando, Rapunzel sai da torre com seu “ladrão encantado”, Flyn Rider, mas esse não é o fim da história, é apenas o começo. Desde os soldados do palácio que os perseguem, até um bando de (?) Vikings em um taverna, os dois encontram de tudo. E também vão se apaixonando pelo caminho, é claro.

Essa nova Rapunzel é uma garota prestes a completar dezoito anos, vivendo justamente a transição entre adolescência e maioridade. Resguardada na torre pela bruxa que finge ser sua mãe, ela nada sabe sobre o mundo do lado de fora. Quer descobrir, mas tem medo. Quer ser ousada e trilhar seu próprio caminho, mas não quer magoar sua “mãezinha querida”. Todos (ou quase) conflitos internos pelos quais ela passa são os mesmos de todos os seres humanos nessa idade.

Luciano Huck dubla Flyn Rider, o ladrão que faz, inclusive, piadinhas sobre seu nariz. (Luciano Huck, nariz, hã hã) No começo da história, o tom professoral com que Huck narra a abertura é um pouco chato, pois parece forçado. Depois, contudo, ele vai ficando mais à vontade com o personagem e a dublagem sai mais fluida. Sylvia Salustti, que tem uma vasta carreira na dublagem, está ótima fazendo a voz de Rapunzel.

As músicas, que são a marca registrada da Disney, ficaram um pouco fracas. São bonitinhas e tudo, mas eu fiquei com a sensação de que faltou um “quê” de Disney, um algo a mais. Ainda assim, morri de rir durante a sessão. E no final, a única expressão possível foi “oowwnn”. Meus desejos em relação ao filme foram todos satisfeitos.

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