Summer Soul Festival

Começou em Florianópolis, no último dia 08, a primeira edição do Summer Soul, festival que ainda passará por Recife, no dia 13, e São Paulo, no dia 15 deste mês. A atração mais esperada era Amy Winehouse, britânica que desde 2006 vem escrevendo seu nome na história do Jazz e do Soul. Menos conhecidos dos brasileiros, contudo, Mayer Hawthorne e Janelle Monáe com certeza fizeram alguns milhares de fãs em sua primeira apresentação no país, e ainda vão conquistar muitos mais antes de irem embora.

Mayer Hawthorne

É apontado pela Wikipédia como cantor, produtor, compositor, engenheiro de som, DJ, rapper, arranjador e multi-instrumentista. Com tantos talentos combinados, ele produz músicas muito gostosas de se ouvir. É difícil não gostar.

O primeiro show da noite foi o dele. Simpático, interagiu muito com o público, perguntando a cada música “feeling good so far?”, contando histórias, como a do segurança que o confundiu com Tobey Maguire, e dizendo “obrigado” (sim, ele aprendeu a agradecer em português). Suas músicas mais dançantes são aquelas que compelem o público a dançar “estilo anos 60”, balançando os joelhos e os pés de um lado para o outro. Minhas favoritas são “One track mind” e “Your easy lovin’ ain’t pleasin’ nothin’”.

Janelle Monáe

Cantora, compositora e bailarina, Janelle fez o segundo e o mais produzido show do festival. Extremamente performática, dançou muito, e mostrou que até Moonwalk sabe fazer. Sua voz, da qual usou e abusou, é a de uma verdadeira diva do soul. Algumas de suas músicas tem um leve toque eletrônico, o que combina com a inspiração robótica de seus dois álbuns: Metrópolis e ArchAndroid. Destaque para o single “Cold war” e para “Sincereraly, Jane”, em que faz uma crítica social:

“ The way we live
The way we die
What a tragedy, I’m so terrified”

A única interação que teve com o público, no entanto, foi um “obrigada” ao final. É, ela também andou se informando sobre como agradecer em português, o que não tirou a impressão de que ela fez no palco estritamente o que ensaiou. O que também não significa que ela não tenha arrasado.

Amy Winehouse

Conhecida por seus escândalos envolvendo drogas e bebidas, Amy calou a boca dos céticos no último sábado. Aos que temiam que seu show, caso não fosse até mesmo cancelado, só duraria uns vinte minutos, ela respondeu com uma apresentação de mais de uma hora. Sim, ela cometeu algumas gafes, como errar a letra de uma música e dar uma balançada no palco, como se fosse tropeçar. A cada música, ela se voltava para o baixista, como se não soubesse o que fazer a seguir. Isso incomodava um pouco o público. O show poderia ter sido melhor? Com certeza, se ela estivesse no auge. Mas considerando todos os seus problemas, seria loucura de quem comprou um ingresso esperar um mega show. Pra mim, ouvir aquele vozeirão ao vivo já valeu.

Sorridente e simpática, Amy foi um meio termo entre a falta de diálogo com o público de Janelle e a empolgação de Mayer. Acenou para o público e declarou “I love you”. E conforme o show ia passando, ela ia ficando mais confortável no palco. Quando cedeu seu lugar para um dos backing vocals cantar uma música solo, tomou o lugar dele e ficou fazendo dancinhas.

Muito já se falou sobre a música de Amy, e meu propósito com esse texto foi falar mais sobre os “desconhecidos” Janelle e Mayer. Aqui vou apenas citar minhas favoritas da Amy: “Tears dry on their own”, “You know I am no good”, “Valerie”, “Adicted” e “Fuck me pumps”, essas duas últimas não foram tocadas no show.

Agora, as oportunidades de ver esse trio ainda esse ano estão bem mais escassas, mas vale a pena procurar as músicas deles para conhecer. E torcer para que voltem em breve.

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